'Deixa eu brincar de ser feliz...'

'Deixa eu brincar de ser feliz...'

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Estranhas definições

Como se houvesse algo pra falar, as palavras saem. Saem e se perdem. Se arrependem, pois não deveriam ter saído. Não deveriam ter despertado. Não nesse momento. Desperdício de idéias. Uma frase errada que agora está marcada pra sempre na alma do mundo.

Como se houvesse algo pra sentir, chega a ilusão. Que engana, que destrói, que faz sonhar. Essa ilusão que alimenta sua felicidade, mas ela não faz parte do que é realidade. E você ainda não conseguiu defini-la em boa ou ruim. E você deixa se levar por ela enquanto é seu dependente, enquanto tudo em você precisa que ela permaneça ali, bem perto.


Como se houvesse alegria, aparecem sorrisos. Muitas vezes descontrolados. Muitas vezes desmotivados. Espalham felicidade. Tem a plena capacidade de enganar. Tem maior ainda, capacidade para alegrar. Te deixam sem saída, não há pra onde fugir, ninguém foge de um sorriso, ninguém quer fugir. O momento fica estampado em nossos rostos em forma de sorrisos e gravados para sempre em nossa memória.


Como se houvesse carinho, as pessoas se abraçam. E dividem seus sentimentos. E se consolam, e se apertam. E se sentem felizes. E esquecem do mundo, como se não existisse ninguém mais. Como se tudo fosse apenas uma síntese daquele pequeno espaço de tempo. E acreditam na magia.


Como se houvesse motivo, as lágrimas caem. O mundo agora gira em torno delas apenas. O abraço chega depois, agora ele está adormecido. Que tristeza será essa? Será tão forte e tão única, merecedora das úmidas lagrimas que agora escapam? O sentimento que existe ali vai passar, o drama vai passar, e as lagrimas secarão. Nada mais egoísta.


Como se houvesse intenção, surge a mágoa. E não vai embora. Ela é a que mais demora. Mas se de repente uma palavra a invade, se de repente um abraço a cerca, se por um instante aqueles sorrisos tão desmotivados vem incomodá-la, ela se esquece de si própria, se desmanchado na alegria que até então estava adormecida. Que era aquela grande e confusa ilusão. E as lágrimas encontram outro motivo, um mais nobre até, para aparecerem. Os gestos se confundem nos sentimentos. E agora, estranhamente, a mágoa é pura felicidade. Imensa vontade de viver. Intensa vontade de sonhar.

SEM TEMA

Tentei escolher palavras,


Pra começar um poema.

Tentei buscar perfeição,

Procurei sintoniza-las.

Mas não havia nada a ser dito.

Embora houvesse em mim uma imensa necessidade de expressar-me

O sentimento confuso

Que chega em nós quando o que mais precisamos é de certezas


Quando o que mais precisamos é que tudo permaneça constante.


* Eu tenho a mania irritante de não botar data no que escrevo. Não sei de quando é mas em todo caso, ta valendo!

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